sábado, 5 de novembro de 2011

Reunião do Grupo de Jovem Nova Geração

Na noite de ontem sexta feira, estiveram reunidos na casa de catequese como de costume o Grupo de Jovens Nova Geração. Foi recitado o Terço de Nossa Senhora, meditando os mistérios Dolorosos. Cinco dentre as dezenas que lá estavam, fizeram a leitura dos mistérios e os homens rezavam a Ave Maria e as mulheres a Santa Maria. No final da reunião foi feita uma breve leitura e comentário sobre o exemplo de vida de Maria Santíssima.
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Graça e Paz!

Santo do Dia São Zacarias e Santa Izabel, pais de São João Batista


Embora os nomes desses santos não estejam presentes no calendário litúrgico da Igreja, há muitos séculos a tradição cristã consagrou este dia à veneração da memória de são Zacarias e santa Isabel, pais de são João Batista.

Encontramos a sua história narrada no magnífico evangelho de são Lucas, onde ele descreveu que havia, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da classe de Abias; a sua mulher pertencia à descendência de Aarão e se chamava Isabel. Eles viviam na aldeia de Ain-Karim e tinham parentesco com a Sagrada Família de Nazaré.

Foram escolhidos por Deus por sua fé inabalável, pureza de coração e o grande amor que dedicavam ao próximo. Isabel, apesar de sua santidade, era estéril: uma vergonha para uma mulher hebréia, que era prestigiada somente através da maternidade. Mas foi por sua esterilidade que ela se tornou uma grande personagem feminina na historia religiosa do Povo de Deus. Juntos, foram os protagonistas dos momentos que antecederam o mais incrível advento da historia da humanidade: a encarnação de Deus entre os seres humanos.

Estavam velhos, com idade avançada, e como não tinham filhos, julgavam essa graça impossível de ser alcançada. Foi quando o anjo do Senhor apareceu ao velho sacerdote Zacarias no templo e disse-lhe que sua mulher, Isabel, teria um filho que teria o nome de João, que significa "o Senhor faz graça". O menino seria repleto do Espírito Santo desde a gestação de sua mãe, reconduziria muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus e seria precursor do Messias.

Zacarias, inicialmente, manteve-se incrédulo ante o anúncio celeste do nascimento de um filho pelo qual havia rezado com tanto ardor; para que pudesse crer, precisou de um sinal: ele ficou mudo até que João veio à luz do mundo. Na ocasião, sua voz voltou e ele entoou o salmo profético em que, repleto do Espírito Santo, profetizou a missão do filho.

Enquanto isso, devido à proximidade da maternidade, Isabel recolheu-se por cinco meses, para estar em união com Deus. Os dias ela dividia em três períodos: de silêncio, oração e meditação. E foi assim que Isabel, grávida de João e inspirada pelo Espírito Santo, anunciou à Virgem Maria, sua prima, quando esta a visitou: "Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre".

Após o nascimento de João, Zacarias e Isabel recolheram-se à sombra da fama do filho, como convém aos que sabem ser o instrumento do Criador. Com humildade, alegraram-se e satisfizeram-se com a santidade da missão dada ao filho, sendo fiéis a Deus até a morte.

Evangelho do Dia

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 9“Usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas. 10Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. 11Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? 12E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? 13Ninguém pode servir a dois senhores: porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. 14Os fariseus, que eram amigos do dinheiro, ouviam tudo isso e riam de Jesus. 15Então Jesus lhes disse: “Vós gostais de parecer justos diante dos homens, mas Deus conhece vossos corações. Com efeito, o que é importante para os homens, é detestável para Deus”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
Breve comentário
Depois de ter contado a parábola do administrador desonesto, Jesus volta ao tema e nos aponta para a importância das escolhas de fundo, a fidelidade nas pequenas e grandes coisas. O que, na verdade, marca nosso itinerário para o céu é a vivência da pobreza e do desapego.
Sabendo que as riquezas humanas são ditas injustas – não porque más em si – mas porque desviam o homem da verdadeira riqueza. Aliás, costuma-se dizer que o poder corrompe.
Assim, a Palavra de Deus hoje quer que tenhamos ideias claras sobre o papel do dinheiro em nossa vida. O cristão sabe que o mundo, com todos os seus bens, pertence a Deus e que pessoas e Estados são simplesmente administradores. Tudo vem de Deus em função da comunhão humana. O nosso egoísmo é que faz desses bens motivos de exploração. Cada um de nós não pode, por si só, revolucionar um sistema econômico como o nosso, baseando-nos exclusivamente na competição.
O testemunho de um grupo de cristãos, mesmo reduzido, é um ponto luminoso. E vários pontos podem iluminar o mundo para que este veja as coisas diversamente. Também aqui o testemunho cristão é essencialmente comunitário. O cristão não quer ter mais do que o necessário para que os outros não fiquem sem o necessário.
A grande lição de Jesus hoje é a da fidelidade, do serviço e da prática do bem em favor dos pobres. Essa é a dignidade de quem abraça o Reino de Deus, pois são eles que nos receberão no Reino dos Céus. Por isso, toda a caridade praticada, principalmente aos pobres, por serem os menos favorecidos, é bálsamo para a eternidade.
Quero recordar a você que se somos fiéis no amor aos outros, seremos imediatamente alvos das palavras de Jesus: “Quem é fiel nas coisas pequenas também será nas grandes; e quem é desonesto nas coisas pequenas também será nas grandes. Pois, se vocês não forem honestos com as riquezas deste mundo, quem vai pôr vocês para tomar conta das riquezas verdadeiras? E, se não forem honestos com o que é dos outros, quem lhes dará o que é de vocês?
Seja fiel e abrace o menos favorecido. E não se envergonhe pelo que “os de fora” possam dizer de você. O pobre é o seu passaporte para o céu. Saiba que Deus conhece o seu coração. A esperteza dos homens é nula aos olhos do Altíssimo.
Padre Bantu Mendonça

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Convite

Convidamos você jovem para junto conosco que fazemos parte do Grupo Nova Geração,
rezarmos o terço em honra a Virgem Maria.
Será hoje sexta feira dia 04/11/11 ás 19:00hs na casa de catequese.
Pedimos a todos que levem o santo terço!
Nossa Senhora espera por você!
Venham e participem!
Graça e Paz!


Santo do Dia São Borromeu

São Borromeu

A obra de são Borromeu, um dos santos mais importantes e mais queridos da Igreja, poderia ser resumida em duas palavras: dedicação e trabalho. Mas para fazer justiça, como ele sempre pregou, temos de acrescentar mais uma, sem dúvida a mais importante: humildade. Oriundo da nobreza, Carlos Borromeu utilizou a inteligência notável, a cultura e o acesso às altas elites de Roma para posicionar-se na frente, ao lado e até abaixo dos pobres, doentes e, principalmente, das crianças.

Nasceu no castelo da família em Arona, próximo de Milão, em 2 de outubro de 1538. O pai era o conde Gilberto Borromeu e a mãe era Margarida de Médicis, da mesma casa da nobreza de grande influência na sociedade e na Igreja. Carlos era o segundo filho do casal, e aos doze anos a família o entregou para servir a Deus, como era hábito na época. Com vocação religiosa acentuada, penitente, piedoso e caridoso como os pobres.

Levou a sério os estudos diplomando-se em direito canônico, aos vinte e um anos de idade. Um ano depois, fundou uma Academia para estudos religiosos, com total aprovação de Roma. Sobrinho de Pio IV, aos vinte e quatro anos já era sacerdote e bispo de Milão. Na sua breve trajetória, deixou-se guiar apenas pela fé, atuando tanto na burocracia interna da Igreja quanto na evangelização, sem fazer distinção para uma ou para a outra. Talvez tenha sido o primeiro secretário de Estado no sentido moderno da expressão. Formado pela Universidade de Pávia, liderou uma reforma radical na organização administrativa da Igreja, que naquele período era alicerçada no nepotismo, abusos de influências e sintomas graves de corrupção e decadência moral.

Para isso conquistou a colaboração de instituições, das escolas, dos jesuítas, dos capuchinhos e de muitos outros. Foi um dos maiores fundadores que a Igreja já teve. Criou seminários e vários institutos de utilidade pública para dar atendimento e abrigo aos pobres e doentes, o que lhe proporcionou o título de "pai dos pobres". Orientou muitas Ordens e algumas que surgiram depois de sua morte o escolheram para padroeiro, dando continuidade à grandiosa obra de amparo aos mais pobres que nos deixou. Contudo tudo foi muito difícil, porque encontrou muita resistência de Ordens conservadoras. Aliás, foi até vítima de um covarde atentado enquanto rezava na capela. Mas saiu ileso e humildemente perdoou seu agressor.

Chegou 1576 e com ele a peste. Milão foi duramente assolada e mais de cem padres pagaram com a própria vida as lágrimas que enxugaram de casa em casa. Um dos mais ativos era Carlos Borromeu. Visitava os contaminados, levando-lhes o sacramento e consolo sem limites nem precauções, num trabalho incansável que lhe consumiu as energias. Chegou a flagelar-se em procissões públicas, pedindo perdão a Deus em nome de seu povo.

Até que um dia foi apanhado, finalmente, pela febre, que minou seu organismo lentamente. Morreu anos depois, dizendo-se feliz por ter seguido os ensinamentos de Cristo e poder encontrar-se com ele de coração puro. Tinha apenas quarenta e seis anos de idade, quando isso aconteceu no dia 4 de novembro de 1584, na sua sede episcopal, na Itália. O papa Paulo V canonizou-o em 1610 e designou a festa em homenagem à memória de são Carlos Borromeu para o dia de sua morte.

Evangelho do Dia

Lucas 16,1-8

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus disse aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. 2Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. 
3O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. 4Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. 
5Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ 6Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!” O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinquenta!’ 7Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve oitenta’. 
8E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz”.

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.
Breve Comentário
Jesus contou aos Seus discípulos a respeito de um homem que era administrador de uma grande fazenda, na qual se cultivavam cereais e oliveiras. Um homem rico era o dono dessa propriedade e vivia numa cidade distante, de modo que delegava amplos poderes ao seu ecônomo. Desta forma, o administrador tratava com os colonos e clientes do seu patrão, alugava, vendia e comprava a seu bel-prazer.
Um dia, o administrador foi chamado ao escritório do seu patrão que lhe disse secamente:“Eu andei ouvindo umas coisas a respeito de você. Agora preste contas da sua administração porque você não pode mais continuar como meu administrador”.
A partir disso compreende-se que, na verdade, o administrador era desonesto e também leviano. Levava vida fácil e alegre, jogando com os bens de que dispunha a cada dia sem mesmo se preocupar com o amanhã ou com o seu próprio enriquecimento. Era o homem “não sábio”, insensato, que ao ser demitido se viu dolorosamente embaraçado: nada tinha para garantir o seu futuro, pois simplesmente dilapidava os bens do patrão. Levou, pois, um grande susto!
Pôs-se então a monologar consigo mesmo: “O patrão está me despedindo. E, agora, o que é que eu vou fazer? Não tenho forças para cavar a terra e tenho vergonha de pedir esmola. Ah! Já sei o que vou fazer… Assim, quando for mandado embora, terei amigos que me receberão nas suas casas”.
Nota-se que ele não se desculpava, mas reconhecia a sua culpa. Que faria doravante? Cavaria a terra? Mendigaria? Nem uma coisa nem outra: o administrador – que fizera as vezes de senhor de boa categoria social – tinha vergonha. Além disso, para cavar a terra faltavam-lhe as forças e o hábito. Quanto a mendigar, parecia-lhe duplamente vergonhoso depois de uma vida abastada.
Com efeito, os judeus consideravam a mendicância como castigo de Deus (ver Eclo 40,29s): “Filho, não vivas mendigando: é melhor morrer do que mendigar. Ao homem que olha para a mesa alheia, a vida não deve ser contada como vida”. Até nisso o administrador tem razão, porque Deus não nos fez para a mendicância, mas para a vida plena.
De repente, aquele ecônomo descobriu um artifício astuto para se livrar das dificuldades. Chamaria cada um dos devedores do patrão e lhes diminuiria a sua dívida. Quem aceitasse tão vantajosa negociação ficaria depois obrigado a receber em sua casa o administrador demitido e carente de apoio.
Assim, o desonesto ecônomo aproveitou os últimos dias de sua gestão não para devolver o que roubara, mas para roubar mais ainda. Só que dessa vez com proveito para si: com previdência e esperteza. Ele que sempre roubara com leviandade e futilidade.
Compreende-se que os credores tenham aceito prontamente a “interessante” proposta do administrador, sem pensar talvez nas obrigações que contraíam para com ele num futuro próximo. Notemos, aliás, o estilo do diálogo do ecônomo com os devedores: começa pela pergunta “Quanto deves ao meu senhor?”, pergunta retórica, pois seguramente ele sabia o montante. A questão, porém, era válida para recordar ao devedor a importância da sua dívida. Reconheceria melhor, assim, o vulto do favor que lhe era prestado pelo ecônomo astuto. Assim, na hora do reembolso ficava com a diferença como se fosse seu honorário ou juro.
Colocando no recibo a quantia real, ele apenas estava se privando do benefício que lhe tocaria segundo o costume vigente. Sua desonestidade, portanto, não consistiria na redução de dívidas devidas ao patrão, mas nas ações fraudulentas anteriores que provocaram a sua demissão.
A parábola nos ensina, como outras já estudadas, a aproveitar os bens que temos, não necessariamente o dinheiro, mas outros dons de Deus… enquanto é tempo, enquanto somos peregrinos à luz desta vida terrestre. “Hoje, Oxalá ouçais a sua voz… Não endureçais vossos corações, [...] como vossos pais, que me tentaram, embora tivessem visto as minhas obras” (SI 94,7-9). Não sabemos quantas vezes ainda diremos “Hoje…”. Daí a urgência de aproveitar o presente.
Saibamos tirar proveito também dos sustos e reveses desta vida. Tudo é graça no plano de Deus. Tudo pode servir para a nossa salvação.
O grande mal que pode acometer um cristão é a mediocridade de vida, é a acomodação sem dinamismo. Para Deus, só pode haver uma resposta condigna: doar-se totalmente, sem regateios. Diz o Senhor: “Conheço a tua conduta: não és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, porque és morno, nem frio nem quente, estou para te vomitar de minha boca” (Ap 3,15s).
O desfibramento da vida cristã, que por si é extremamente dinâmica, é que causa a perplexidade e a indiferença do mundo ateu. “Vós sois o sal e a luz do mundo…”, diz o Senhor (Mt 5,13). Portanto, Deus quer que você seja sal e luz no mundo e para o mundo.
Padre Bantu Mendonça