segunda-feira, 12 de março de 2012

Salmo

Santo do Dia

São Luís Orione

Luís Orione nasceu no dia 23 de junho de 1872, em Pontecuore, Itália. A família era pobre e honesta, de trabalhadores rurais. Sua mãe foi uma sábia e exemplar educadora que lhe serviu como modelo, mais tarde. Ao sair da adolescência aspirava ser sacerdote. Com o apoio da família entrou no Oratório salesiano em Turim, cujo fundador João Bosco, depois venerado pela Igreja, ainda estava vivo. O fundador dedicou ao jovem Orione grande estima e lançou no seu coração a semente da futura vocação. 

Luís Orione fez o ginásio no Oratório salesiano, mas concluiu os estudos de filosofia e teologia no seminário da sua cidade natal. Em 1892, ainda seminarista fundou duas escolas para crianças e jovens. Sua ordenação sacerdotal foi em 1895 e desde então se dedicou com ardor à ação pastoral e a obra em favor dos necessitados. 

Se, São João Bosco foi o exemplo para a educação dos jovens, para as obras de caridade o foi São José Benedito Cottelengo. Incansável, Luís Orione, viajou por toda a Itália, várias vezes, pedindo donativos e ajuda material para as suas múltiplas obras de caridade. Ele foi um dócil instrumento nas mãos da Divina Providência, para aliviar as necessidades e os sofrimentos humanos. 

Em 1908, Luís Orione ajudou a socorrer as numerosas vítimas do terrível terremoto que sacudiu a região da Sicília e Calábria, na Itália. A pedido do Papa Pio X ficou lá por três anos. Em 1915, fundou uma congregação religiosa, a Pequena Obra da Divina Providência, para dar atendimento aos pobres, trabalhadores humildes, aos doentes, aos necessitados, enfim, aos totalmente esquecidos pela sociedade. Ele também foi o fundador da Congregação dos Padres Orionitas, das Irmãzinhas Missionárias da Caridade, das Irmãs Sacramentinas e dos Eremitas de Santo Alberto, nessas duas últimas admitindo inclusive religiosos cegos. 

Luís Orione plantou bem a semente, pois logo se tornaram árvores espalhando raízes em diversos paises. As Congregações dos Filhos da Divina Providência e das Irmãs passaram a atuar em vários países da Europa, das Américas e da Ásia. Possuem milhares de Casas ou Instituições dos mais variados tipos, sobretudo no setor assistencial e educativo. No Brasil, onde estão desde 1914, mantêm várias casas de órfãos, de excepcionais, abrigos para velhos e hospitais. A obra da Divina Providência foi e continua sendo mantida exclusivamente por esmolas e doações. 

Faleceu consumido pelas fadigas apostólicas, com sessenta e oito anos de idade, na cidade de San Remo, Itália, no dia 12 de Março de 1940. 

O Papa João Paulo II no ano 2004, em Roma, proclamou a canonização do humilde sacerdote Luís Orione, que viveu como o gigante apóstolo da caridade, pai dos pobres, singular benfeitor da Humanidade sofredora e aflita.

Evangelho do Dia


 Evangelho  (Lucas 4,24-30) 

Segunda-Feira, 12 de Março de 2012
3ª Semana da Quaresma



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Jesus, vindo a Nazaré, disse ao povo na sinagoga: 24“Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. 27E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio”.
28Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos.29Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até o alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário
Estamos na cidade de Nazaré, o berço onde Jesus foi criado por seus pais. Então, como fez em outros lugares, Cristo se pôs a falar aos homens da cidade na sinagoga.
Apesar de maravilhados com as palavras de Jesus, esses homens não receberam a graça dos milagres d’Ele em suas vidas. Não tinham o coração aberto para receberem tais milagres e, por isso, ficaram furiosos quando Jesus afirmou – baseado em duas passagens do Antigo Testamento – que a graça vem para aqueles que abrem o coração ao novo, à Boa Nova.
Jesus havia crescido, evoluído em corpo, alma e divindade durante os anos em que passou afastado de Sua cidade. E como é revoltante quando queremos trazer algo novo para as pessoas que cresceram conosco e elas não nos dão credibilidade! A vontade que nos dá é de fazermos o que Jesus fez: denunciar a falta de abertura daquelas pessoas e seguir o caminho para outro lugar.
Acredito que seja essa a sua sensação diante dos seus, quando, retornando à sua casa, sua cidade, sua família e colegas de trabalho – por acharem que já o conhecem e, por isso, nada você tem para lhes ensinar -, estes não prestam muita atenção ao que você diz.
Eles acham que você não terá muito o que acrescentar à vida deles. E, no fim das contas, parece ser isso mesmo. Uma sensação de superioridade em relação a você, que pode até ter crescido em tamanho, mas pode não ter se desenvolvido tanto como pessoa. É como se fosse vergonhoso para eles aprender ou receber alguma coisa de alguém que consideram igual ou “menor” que eles.
Queremos fazer sucesso no ambiente em que as pessoas nos acolhem e nos admiram, porém, nem sempre somos acolhidos e admirados, porque seguimos os ensinamentos de Deus. Para todos nós é difícil evangelizar as pessoas no lugar onde todos nos conhecem. Assim aconteceu com Elias: num tempo de seca e fome, beneficiou uma mulher estrangeira da terra dos sidônios. O mesmo aconteceu com Eliseu: curou da lepra um general sírio, ao passo que, em Israel, essa doença vitimava muitas pessoas.
A conclusão de Jesus foi clara: já que o povo de sua cidade insistia em não lhe dar atenção, Ele sentiu-se obrigado a ir em busca de quem estivesse disposto a acolhê-Lo. Aos duros de coração, no entanto, só restava o castigo. Às vezes, não fazemos sucesso onde queremos, mas o Senhor nos envia até alguém que nem imaginamos, para que, com nosso auxílio, ela possa obter cura e libertação. Por isso, como Jesus, insista no anúncio, na cura e na libertação dos seus!
Por outro lado, é para mim e para você esta Palavra. Você acompanhou o crescimento de algum sobrinho, irmão ou primo mais novo? Você tem a sensação de que conhece tudo ou quase tudo sobre aquela pessoa? Engano seu.
Por isso, a lição de hoje é: não se ache superior a ninguém. Esteja aberto às novas possibilidades. Não é motivo de vergonha aprender ou receber algo de uma pessoa que você considera menos experiente. Aliás, não há nenhum pobre que não tenha nada a dar e também não há nenhum rico que não tenha nada a receber. Precisamos uns dos outros e aprendemos uns dos outros.
A reação dos habitantes de Nazaré, diante da pregação de Jesus, foi de aberta rejeição. Foi tal o desprezo pelas Palavras do Mestre que eles decidiram eliminá-Lo, lançando-O de um precipício.
É possível imaginar a decepção de Jesus diante da rejeição de Seus conterrâneos. Ele tentou compreender a situação, rememorando as experiências de profetas do passado que, rejeitados por Seu povo, foram bem acolhidos pelos estrangeiros.
Longe de nós seguir o exemplo do povo de Nazaré! Jesus quer encontrar, em nós, abertura para acolhê-Lo e disponibilidade para nos convertermos. Ninguém é “obrigado” a aceitar este convite. Entretanto, fechar-se para Jesus significa recusar a proposta da vida e da salvação que Ele, em nome do Pai, veio nos trazer.
Padre Bantu Mendonça