sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Obrigado!


Obrigado Senhor, pelos 2.000 acessos em menos de 2 messes!!!
Deus seja louvado em tudo meus irmãos!
Graça e Paz!

Santo do Dia


Santo Frediano século VI

Frigianu ou Frigdianus, assim os registros antigos indicam seu nome, teria nascido na Irlanda, numa data desconhecida do século IV. Cristão e monge, teria saído de sua terra natal como peregrino e estudante, com destino a Roma. Mais tarde, existe a notícia de sua permanência na Itália, nos arredores da cidade de Luca, na Toscana, vivendo como ermitão.

A presença do monge foi notada pela população tipicamente rural, sempre castigada pelas enchentes do rio Serchio que ladeava a cidade. A sua vida austera, de trabalho, oração e penitência, somada à sabedoria e cultura, logo se fizeram evidentes. Também sobressaia sua energia e liderança.

O clero local e o povo decidiram que Frediano era o cidadão mais indicado para seu bispo. Possuía os dotes naturalmente sempre valorizados, e que, especialmente nesse período histórico tão tumultuado do país, eram essenciais. Foi eleito e consagrado bispo de Luca em 560. Certamente, um fato inusitado.

Utilizou toda a ciência que possuía sobre matemática, engenharia, agricultura e hidrografia, para ajudar a população. As suas ações logo ganhavam fama de prodígio. O mais divulgado, e que o celebrizou, foi o que cita o desvio do curso do rio Serchio e do conseqüente beneficio causado a toda a zona rural de Luca. Segundo a tradição, Frediano traçou com um restelo o novo curso do rio, no qual, por meio de um prodígio, as águas se canalizaram imediatamente. Conduziu o rebanho de sua diocese com muito zelo e caridade. Sempre cuidando dos pobres, era incansável, na busca de esmolas para construir asilos, creches, hospitais, igrejas e mosteiros. O bispo Frediano morreu no dia 18 de março de 588.

A partir de então, a fama de santidade de Frediano e o célebre episódio do rio Serchio expandiram-se e a sua devoção se fez ainda mais intensa. Foi até citada no livro "Diálogos", escrito pelo papa São Gregório Magno, seu contemporâneo. Também as congregações que se estabeleceram na sua basílica, em Luca, difundiram-lhe o culto.

Depois, o impulso veio do fato de, em pleno período medieval, para evitar saques por parte dos piratas e invasores, o corpo de são Frediano ter sido sepultado num lugar escondido no cemitério da igreja. E ele só foi localizado por acaso, muitos meses depois, durante o sepultamento de uma jovem, que quase foi colocada onde era o seu túmulo.

Tempos depois, sua obra floresceu na bem antiga e pequena comunidade monástica, os conhecidos "Cônegos de São Frediano", os quais o bispo Anselmo de Baggio, quando se tornou papa Alexandre II, indicou para dirigir o Mosteiro de São João de Luterano, em Roma.

A sua festa ocorre no dia 18 de novembro, data que recorda o traslado das suas relíquias, no século XI, para a atual Basílica de São Frediano, em Luca.

Evangelho do Dia

Lucas 19,45-48

Sexta-Feira, 18 de Novembro de 2011
Dedicação Basílicas S. Pedro e S. Paulo

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 45Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os vendedores. 46E disse: “Está escrito: ‘Minha casa será casa de oração’. No entanto, vós fizestes dela um antro de ladrões”. 47Jesus ensinava todos os dias no Templo. Os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os notáveis do povo procuravam modo de matá-lo. 48Mas não sabiam o que fazer, porque o povo todo ficava fascinado quando ouvia Jesus falar.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
Breve comentário
Naquele tempo, a celebração da Páscoa acontecia anualmente no Templo em Jerusalém. Era uma das três festas anuais que exigiam o comparecimento de todos os homens, sendo as outras duas: a festa de Pentecostes e a festa dos Tabernáculos. A festa da Páscoa comemorava a saída dos judeus da escravidão no Egito (cf. Êxodo 12,1-13) e começava aproximadamente no décimo quarto dia de abril em nosso calendário, durando sete dias ao todo. A Páscoa propriamente era celebrada no dia inicial, seguindo-se depois a festa dos Pães Ázimos.
Muitos judeus com suas famílias viajavam de várias partes do mundo inteiro para Jerusalém durante essas festas. Assim, durante a Páscoa, o Templo ficava sempre abarrotado com milhares de visitantes, além dos seus habitantes.
Todo israelita – de vinte anos para mais – tinha que pagar anualmente, na tesouraria sagrada do Templo, meio siclo como um oferecimento ao Senhor (cf. Êxodo 30,13-15), e isso com a tradicional e antiga moeda hebraica desse valor exato. O povo também era obrigado a oferecer animais como sacrifício pelos pecados. Contudo, muitos não podiam trazer consigo seus animais porque vinham de longe, ou porque não dispunham de animais nas perfeitas condições exigidas.
Havia, portanto, grande procura de moedas de meio siclo assim como de animais próprios para os sacrifícios e holocaustos na festa da Páscoa. Para facilitar o comércio, os líderes religiosos permitiam que cambistas de moedas e comerciantes montassem suas bancas e barracas na corte dos gentios no Templo, pagando um aluguel. Era lucrativo para os negociantes e rendoso para os sacerdotes, à custa dos que vinham oferecer sacrifício. O Templo de Deus estava sendo usado de forma inadequada, e a perseguição do ganho material e o uso de práticas gananciosas predominavam. A Casa de Deus tinha se tornado uma espécie de bolsa de mercadorias ou feira livre.
O Senhor Jesus indignou-se com isso e, tendo feito um chicote de cordas, expulsou todos do Templo com seus animais, espalhou o dinheiro dos cambistas e virou-lhes as mesas, dizendo aos que vendiam as pombas “tirai daqui estas coisas: não façais da casa do meu Pai casa de negócio”, pois estavam fazendo um escárnio da casa de Deus. Ao término do Seu ministério, aproximadamente três anos mais tarde (cf. Mateus 21,12-17; Marcos 11,12-19; Lucas 19,45-48), Ele repetiu esta “limpeza”, pois o motivo de lucro daquela gente era mais forte que o desejo de conservar a santidade do Templo.
Deus sempre preveniu Seu povo contra o uso do culto a Ele para o seu próprio enriquecimento. O que o Senhor fez naquelas ocasiões não foi cruel ou injusto, mas era apenas a manifestação da sua santidade e justiça, o que fez com que seus discípulos se lembrassem do versículo no Salmo 69,9: “o zelo da tua casa me devorou”. Este salmo é citado 17 vezes no Novo Testamento e é um dos seis salmos mais citados no Novo Testamento.
Jesus tinha amplos motivos para dizer que os comerciantes gananciosos haviam transformado o Templo de Deus num “covil de salteadores”. Para poder pagar o imposto do Templo, os judeus e os prosélitos procedentes de outros países tinham de trocar seu dinheiro estrangeiro por moeda aceitável. Os cambistas operavam negócios lucrativos, cobrando uma taxa para cada moeda cambiada. Cristo os chama de salteadores, sugerindo que as taxas deles eram tão excessivas que, na realidade, extorquiam dinheiro dos pobres.
Alguns não podiam levar os próprios animais para ser sacrificados. Todos que os levavam tinham de submetê-los a um exame feito por um inspetor no Templo por uma taxa. Muitos que não queriam arriscar-se a ter um animal rejeitado depois de trazê-lo de longe, compravam um leviticamente “aprovado” dos negociantes corruptos no Templo. Muitos dos camponeses pobres eram bem enganados ali.
Há evidência de que o ex-sumo sacerdote Anás e sua família tinham capital investido nos comerciantes do Templo. Escritos rabínicos falam de “bazares dos filhos de Anás [no templo]”. O lucro que recebiam dos cambistas e da venda de animais na área do Templo era uma das suas principais fontes de renda. A ação de Jesus, de expulsar os comerciantes, não só tinha por alvo o prestígio dos sacerdotes mas também “o bolso” deles.
Não será que esta cena ainda se repete em nossos dias nas festas dos padroeiros em nossas Paróquias e Capelas?
Espírito purificador, tira do meu coração toda sorte de maldade e egoísmo, que o tornam indigno de ser morada de Deus.
Padre Bantu Mendonça

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Santo do Dia

                  17 de Novembro - Santa Isabel da Hungria


Hoje celebramos a memória de uma mulher de Deus, que devida sua vida de santidade teve o seu nome em muitas instituições de caridade e foi declarada como Padroeira da Ordem Terceira Franciscana. Isabel era filha de André, rei da Hungria, e nasceu num tempo em que os acordos das nações eram selados com o casamento. No caso de Isabel, ela fora prometida a Luís IV (duque hereditário da Turíngia) em matrimônio, um pouco depois de seu nascimento em 1207.

Santa Isabel foi morar na corte do futuro esposo e lá começou a sofrer veladas perseguições por parte da sogra que, invejando o amor do filho para com a santa, passou a caluniá-la como esbanjadora, já que tinha grande caridade para com os pobres. Mulher de oração e generosa em meio aos sofrimentos, Isabel sempre era em tudo socorrida por Deus. Quando já casada e com três filhos, perdeu o marido numa guerra e foi expulsa da corte pelo tio de seu falecido esposo, agora encarregado da regência.

Aconteceu que Isabel teve que se abrigar num curral de porcos com os filhos, até ser socorrida como pobre pelos franciscanos de Eisenach, uma vez que até mesmo os mendigos e enfermos ajudados por ela insultavam-na, por temerem desagradar o regente. Ajudada por um tio que era Bispo de Bamberga, Isabel logo foi chamada para voltar à corte, e seus direitos, como os de seus filhos, foram reconhecidos, isto porque os companheiros de cruzada do falecido rei tinham voltado com a missão de dar proteção à Isabel, pois nisto consistiu o último pedido de Luís IV.

Santa Isabel não quis retornar para Hungria; renunciou aos títulos, além de entrar na Ordem Terceira de São Francisco. Fundou um convento de franciscanas em 1229 e pôs-se a servir os doentes e enfermos até morrer, em 1231, com apenas 24 anos num hospital construído com seus bens.

Santa Isabel da Hungria, rogai por nós!





Evangelho do Dia

Evangelho (Lucas 19,41-44)


Quinta-Feira, 17 de Novembro de 2011
Santa Isabel da Hungria

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 41quando Jesus se aproximou de Jerusalém e viu a cidade, começou a chorar. E disse: 42“Se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz! Agora, porém, isso está escondido aos teus olhos! 43Dias virão em que os inimigos farão trincheiras contra ti e te cercarão de todos os lados. 44Eles esmagarão a ti e a teus filhos. E não deixarão em ti pedra sobre pedra. Porque tu não reconheceste o tempo em que foste visitada”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
Breve comentário
No texto de hoje, Jesus chora sobre Jerusalém por ver que a Cidade Santa não sabia qual era o caminho da verdadeira paz. Os olhos dela estão como que vendados. Ela tornou-se centro da exploração e opressão do povo, enveredando por um caminho que é o avesso do caminho da paz.
Ela será destruída, porque não quer reconhecer na visita de Cristo a ocasião para mudar as próprias estruturas injustas, abrindo-se ao apelo d’Ele.
Jesus chora porque gostaria de juntar aquele povo “como uma galinha junta seus pintainhos”. Caro internauta, você conhece esta cena? A galinha junta os pintainhos com as asas e os protege. Jesus é assim mesmo! Ele usa uma linguagem bem humana para que possamos compreender. Veja a comparação que o Mestre faz. Como é grande o amor d’Ele pela humanidade, demonstrado neste texto à cidade de Jerusalém.
E este texto é proclamado para você aqui e agora. O Senhor deseja muito abrir seus braços neste momento e acolher a todos. Deixe-se ser acolhido por Ele!
Foram duas ocasiões muito solenes aquelas em que os textos sagrados nos dizem que Jesus chorou. Chorou diante do sepulcro, onde jazia o seu amigo Lázaro – morto havia quatro dias – e chorou quando sentiu, no mais íntimo do coração, a incredulidade da santa cidade de Jerusalém.
Jesus é Deus – único, sem dúvida! – que chora pela situação triste e ímpia deste mundo perdido. Parece um contraste. Algo incoerente. Deus a chorar pelos homens. Mas não o é. Não é incoerência, porque este Jesus é o único Deus que ama. Deus que ama o mundo de tal maneira que dá a Si próprio, como sacrifício de substituição, para que todo aquele que n’Ele crê não morra, mas tenha a vida eterna.
Olhemos este texto e vejamos com que amor Deus se ocupa de nós. Como Ele se entrega. Como sofre, vendo a cidade entregue às suas impiedades e dominada pelos vendilhões da religião. Como chora sobre ela e ora para que abra os olhos para as suas oportunidades, ainda de pé, mas em breve perdidas.
Esta cidade sou eu e é você quando não queremos nos converter e, acatando os ensinamentos de Cristo, salvar-nos. E, então, Jesus continua chorando por você e por mim.
Arrependamo-nos enquanto é tempo. Aceitemos a misericórdia de Jesus, que chora pela nossa triste e condenável situação de pecadores perdidos. Caminhemos em direção a Cristo que nos chama com amor infinito e, então, viveremos.
Ai de nós que não sabemos reconhecer a bondade de Deus que sempre está ao nosso lado no dia a dia da vida. Que estejamos sempre atentos e conscientes com os bens que temos, sobretudo o bem da paz e da vida.
Padre Bantu Mendonça

quarta-feira, 16 de novembro de 2011