sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Jovem Gezielly escreve para o blog

Vou contar um pouco sobre a minha história ...
Tenho apenas 14 anos, mais a cabeça é de uma criança, sou uma garota muito simpática (Bem, isso é o que dizem). Adoro fazer as pessoas sorrirem, mais muitas vezes faço as chorarem (de alegria, é claro)...Minha história é de uma garota que foi abandonada por sua própria mãe ..Nem sei onde é que eu coloco o meu pai nessa história . Sei apenas que quando nasci, ele e minha vó paterna diziam que eu não era filha dele . Hoje tenho apenas 14 anos e tenho orgulho de dizer que sou muito feliz e que tenho uma linda família.
 O marido da minha mãe é um cara bem legal, não sinto raiva dele (só um pouco...), pois foi por causa dele que minha mãe me abandonou, ele mandou ela escolher entre ele ou eu ...Adivinha só quem foi quem a minha mãe escolheu? Não pensou duas vezes e respondeu: Eu escolho você, de Gezielly cuida minha mãe . (Ela ainda pensou em me dar a uma amiga dela, mais claro que a minha vó não deixou.) Minha vó com seus 50 anos por aê, começou a cuidar de mim, minha mãe me entregou nos braços da minha vó eu com 3 dias de nascida ...Minha vó gostava muito de passear comigo, me levava muito para ir a igreja.
Eu com 2 anos e minha vó com 52, fomos para a missa como de costume, mais adivinha só o que aconteceu com minha vó? Saindo da igreja, minha vó desmaiou e levaram-na para o hospital, quando derrepente chega a notícia que tinha dado trambose nela. Passou vários anos fazendo terapia, mais não teve mais jeito, então eu passei a morar com a minha tia, uma mulher muito trabalhadora e guerreira...Deixou de dar atenção ao marido e se dedicou totalmente para cuidar da minha vó, de mim, da casa e ainda tira um tempinho para ir ao trabalho. Ao passar os anos fui me acostumando com aquela história que não tinha pai e nem mãe, (Mais tinha uma tia que se passava por mãe e pai) . Me recordo quando estudava no ceajp, quando tinha o dia dos pais todas a crianças presentes com seus pais e eu em casa, pensando como seria bom ter um pai e uma mãe (para poder ir a todas essas festinhas .) O dia das mães do mesmo jeito, minha mãe sempre ocupada trabalhando e minha tia mais ocupada ainda, cuidando da casa. Meus colegas ficavam sempre me perguntando: Você vai para a festinha do dia das mães? Mais eu sempre ficava sem saber o que responder...Quando tinha uns 12 anos, que eu ja sabia e entendia mais das coisas, minha tia começou a conversar e me contar a minha história ..Aos 13 anos, comecei a me iludir por um carinha que não estava nem aí para mim, sofri muito com essa situação, mais Deus me ajudou e hoje eu sou livre!
Com 14 anos, entrei na onda de provar a bebida, mais o que aconteceu? Aconteceu que eu me viciei na bebida, muitas vezes eu bebia mais para chamar atenção, mais também bebia por causa dos problemas familiares (Que não eram poucos)...Então a partir daí comecei a rezar direto, pedir a Deus que me afastasse da bebida, das maus companhias e que me desse muita paciência para lhe dar com os problemas familiares e com os amigos.Então surgiu a oportunidade de entrar no "grupo de jovens nova geração"( iiiii, nem me fale ), o grupo me ajudou bastante, confesso que no começo ia mesmo só por causa dos meninos, para dar uma paquerada aqui, outra alí ...Mais hoje eu posso dizer que amo o grupo de jovens, e cada momento vivido com vocês será inesquecível para mim ..Mudei muito depois do grupo, aprendi a perdoar, a não guardar mágoa, ajudar sempre aos que precisam, enfim ...Com vocês eu aprendi a viver a vida e saber aproveitar cada minuto dela, pois não se sabe o que pode acontecer amanhã . Não sei como vocês me suportaram durante 1 ano e meio, mais é assim mesmo, tenham muita paciência com a gente, assim como vocês fizeram até agora. Hoje eu posso dizer que tenho um linda família, a família" Nova Geração". Obrigada a todos vocês que fazem parte do grupo, cada momento com vocês será inesquecível em meu coração.
Por: 'Gezielly Dayse *-*

Santo do Dia São Calisto I Papa

São Calisto I Papa

"Todo pecado pode ser perdoado pela Igreja, cumpridas as devidas penitências." A frase conclusiva é do papa Calisto I, ao se posicionar no combate às idéias heréticas, surgidas dentro do clero, que iam contra a Igreja.

Calisto entendia muito bem de penitência. Na Roma do século II, ele nasceu num bairro pobre e foi escravo. Depois, liberto, sua sina de sofrimento continuou. Trabalhando para um comerciante, fracassou nos negócios e foi obrigado a indenizar o patrão, mas decidiu fugir, indo refugiar-se em Portugal. Encontrado, foi deportado para a ilha da Sardenha e punido com trabalhos forçados. Porém foi nessa prisão que sua vida se iluminou.

Nas minas da Sardenha, ele tinha contato direto com os cristãos que também cumpriam penas por causa da sua religião. Ao vê-los heroicamente suportando o desterro, a humilhação e as torturas sem nunca perder a fé e a esperança em Cristo, Calisto se converteu.

Depois de alguns anos, os cristãos foram indultados e Calisto retornou à vida livre, indo estabelecer-se na cidade de Anzio, onde adquiriu reconhecimento dos cristãos, como diácono. Quando o papa Zeferino assumiu o governo da Igreja, chamou o diácono para trabalhar com ele. Deu a Calisto várias missões executadas com sucesso. Depois o nomeou responsável pelos cemitérios da Igreja.

Chamados de catacumbas, esses cemitérios subterrâneos da via Ápia, em Roma, tiveram importância vital para os cristãos. Além de ali enterrarem seus mortos, as catacumbas serviam, também, para cerimônias e cultos, principalmente durante os períodos de perseguição. Calisto começou suas escavações, organizou-as e valorizou-as.

Nelas mandou construir uma capela, chamada Cripta dos Papas, onde estão enterrados quarenta e seis pontífices e cerca de duzentos mil mártires das perseguições contra os cristãos.

Com a morte do papa Zózimo, o clero e o povo elegeram Calisto para substituí-lo, mas ele sofreu muita oposição por causa de sua origem humilde de escravo. Hipólito, um dos grandes teólogos do catolicismo e pensadores da época, era o principal deles. Hipólito tinha um entendimento diferente sobre a Santíssima Trindade e desejava que determinados pecados não fossem perdoados. Entretanto o papa Calisto I manteve-se firme na defesa da Igreja, rompendo com Hipólito e seus seguidores, respondendo a questão com aquela frase conclusiva. Anos depois, Hipólito reconciliar-se-ia com a Igreja, tornado-se mártir da Igreja por não negar sua fé em Cristo.

O papa Calisto I governou por seis anos. Nesse período, concluiu o trabalho nas catacumbas romanas, conhecidas, hoje, como as catacumbas de são Calisto. Em 222, ele se tornou vítima da perseguição, foi espancado e, quase morto, jogado em um poço. No local, agora, acha-se a igreja de Santa Maria, em Trastevere, que guarda o seu corpo, em Roma.


Evangelho do Dia

Evangelho de Lucas 12,1-7
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1milhares de pessoas se reuniram, a ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar, primeiro a seus discípulos: “Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. 2Não há nada de escondido que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido.
3Portanto, tudo o que tiverdes dito na escuridão, será ouvido à luz do dia; e o que tiverdes pronunciado ao pé do ouvido, no quarto, será proclamado sobre os telhados.
4Pois bem, meus amigos, eu vos digo: não tenhais medo daqueles que matam o corpo, não podendo fazer mais do que isto. 5Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de tirar a vida, tem o poder de lançar-vos no inferno.
Sim, eu vos digo, a este temei. 6Não se vendem cinco pardais por uma pequena quantia? No entanto, nenhum deles é esquecido por Deus. 7Até mesmo os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Breve comentário
Diante do ajuntamento de milhares de pessoas, com certo exagero de Lucas, Jesus fala primeiro aos discípulos. Ele aborda dois temas: a hipocrisia e o destemor.
A expressão que mais se destaca é: “Não temais: valeis mais do que todos os pássaros do mundo”
Neste Evangelho, Jesus quer nos mostrar que o olhar do Pai onisciente não nos abandona jamais.
Deus nos deixa travar o combate na medida das nossas forças. Mas, se uma dificuldade nos abate quando estamos doentes ou desencorajados, é porque nossa natureza é fraca. Então, Ele próprio faz, como é preciso e como sabe, tudo o que está no Seu poder para que sejamos socorridos. Confirma-nos secretamente tanto quanto pode, para que tenhamos a força de suportar nossas dificuldades, pois, na confiança que nos dá, Ele frustra as dificuldades e, pela visão desta fé, nos desperta para o louvor.
Contudo, se for preciso que esta ajuda secreta seja explicitada, Ele o faz, mas por necessidade. Os seus caminhos são de grande sabedoria; prolongam-se quando é preciso e necessário, mas nunca de qualquer maneira.
“Não tenham medo, pois vocês valem mais do que muitos passarinhos”. Portanto: confie, espere e tenha fé em Deus. É desta forma que Ele providencia tudo junto aos seus santos.
Não se inquiete com todo o restante; deixe nas mãos da Divina Providência o que não pode cumprir por você mesmo. São agradáveis a Deus a solicitude e o cuidado que, com discernimento, colocamos nas tarefas que temos a cumprir para conseguirmos concretizá-las da melhor maneira.
Não são agradáveis a Deus a ansiedade e a inquietação do espírito. O Senhor quer que nossos limites e fraquezas encontrem apoio na sua fortaleza e onipotência. Ele quer que tenhamos confiança, pois sua bondade suprirá a imperfeição dos nossos meios.
Ele não quer que o homem se atormente com suas próprias limitações humanas; não é preciso nos cansarmos excessivamente. Quando, de fato, nos esforçamos em dar o melhor de nós, podemos deixar o resto nas mãos d’Aquele que tem o poder de realizar tudo o que quer.
“Não temais. Até os cabelos da vossa cabeça estão contados”. Quem nos garante isto é o próprio Jesus. O nosso amabilíssimo Salvador nos assegura, em várias passagens das Sagradas Escrituras, o seu cuidado e vigilância contínuos naquilo que nos diz respeito. Ele próprio nos leva e nos levará sempre em seus braços, no seu coração e nas suas entranhas.
Tenhamos cuidado em não nos apoiarmos no poder ou na benevolência dos nossos amigos, nem nos nossos bens ou no nosso espírito, ciência, forças, bons desejos, orações, nem mesmo na confiança que pensamos ter em Deus, nem nas mediações humanas, nem em coisa alguma criada, mas unicamente na misericórdia de Deus.
Isto não quer dizer que não seja preciso nos valer das coisas a que acabamos de aludir, e que não tenhamos que pôr da nossa parte tudo o que pudermos a fim de vencer o vício, praticar a virtude, orientar e levar a bom termo os assuntos que Deus nos confiou, e assim cumprir com as obrigações que são inerentes ao nosso estado. Mas devemos renunciar a todo apoio e a toda a confiança que poderíamos encontrar nessas coisas, e nos apoiar na pura bondade de nosso Senhor. De tal maneira que, da nossa parte, devemos velar e trabalhar como se nada esperássemos da parte de Deus. No entanto, não nos devemos apoiar no nosso cuidado e trabalho, como se fizéssemos alguma coisa, mas esperar tudo unicamente da misericórdia de Deus.
Um outro aspecto que o Mestre salienta é o da hipocrisia. A hipocrisia é uma prática do farisaísmo a fim de dominar sob a aparência de santidade e honra. Como discípulos devemos estar atentos, descartar qualquer hipocrisia e tudo fazer e dizer claramente em nome da verdade, pois o medo é a outra arma do poder.
Quem nada teme é livre. Nem a própria morte o intimida. Não se abandona a missão por medo da morte. Devemos antes temer, sim, a morte interior que consiste na hipocrisia e na cobiça. Deus não se esquece de seus discípulos e os guarda na vida eterna.
Que a bondade divina nos comunique sempre a luz da sabedoria para que possamos ver com clareza e realizar os seus bons desejos com profunda convicção, em nós e nos outros, para que das suas mãos aceitemos o que nos envia, considerando o que é de maior importância: a paciência, a humildade, a obediência e a caridade.
Padre Bantu Mendonça

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A importância da Palavra de Deus na nossa vida








       
Em nossas vidas a importância do evangelho cristão, sua vivencia nos dias sofridos que correm é por demais relevante para a conquista da paz e felicidade prometida por Jesus. O amado e sábio Mestre Espiritual, a personalidade central da civilização moderna e a figura mais importante da historia, disse em Lucas, 16,15: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. 

A pregação evangélica é fundamental em nossos dias de provas e expiações, de dor e sofrimento causado pelo homem sem Deus. O mundo inteiro jaz no maligno, como releva a primeira epistola de João 5,20. O mal, criação do ser humano, terá fim, porque Deus assim o quer, o bem que se faz apaga o mal que se fez.       
Paulo de Tarso, em Romanos 1,16, esclarece que o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. Que a fé vem pela pregação da palavra do cristo (Romanos 10,17). Que somos salvos pelo poder de Deus (I Coríntios, 1,17).

      
Em Filipenses 1,27, o apostolo dos gentios orienta a todos nós: “Vivei acima de tudo por modo digno do evangelho do Cristo”. Em Tessalonicenses 1,13, Paulo diz que “Deus vos escolheu desde o principio para a salvação pela santificação do espírito e fé na verdade”. Na primeira epistola de Paulo a Timoteo, 2, 4-6 esta escrito: “Deus nosso salvador deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”.

A vontade do criador do universo soberana e verdadeira prevalece para todos os seres humanos, como vemos no texto acima de Paulo. Todos serão salvos aqui e no mundo espiritual, buscando viver segundo as leis de Deus. O sofrimento não é eterno ele cessa com a causa que o gerou. Confiemos em Deus sua bondade e justiça nunca falha. Sem Deus o ser é um nada que se afirma e a vida uma morte que se disfarça.


A alma é imortal ela é salva por sua própria natureza, a imortalidade por Deus criada. Os homens passam e a verdade é eterna. (Elifas Levi). “Todos ressuscitaremos, conseqüentemente não vivemos para morrer. Mas morreremos para ressuscitar, para viver, melhor e para sempre. Pela ressurreição se responde ai mais entranhável desejo humano, que é superar a morte e viver em plenitude para sempre”. (Leonardo Boff, conceituado teólogo da teologia da libertação).

A fé sem obras é morta, ensina Tiago, apóstolo. A cada um segundo suas obras nos exortou Jesus e não segundo sua fé ou sua religião. Só pelo amor será salvo o homem, nos diz a sabedoria, confirma pelo Cristo ao declarar “Meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem”.

As religiões e o seu evangelho. Jesus é o guia e modelo moral da humanidade, devemos segui-lo vivendo todos os dias os seus sagrados ensinamentos, na vida de relação com o nosso semelhante. Somos todos irmãos, ensinou Jesus a todos os seres vivos.

São declarações do meigo Rabi da Galiléia imortalizadas por suas próprias palavras: “Ninguém vai ao pai senão por mim. Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, pelo contrario terá a luz da vida”.



Carlos Mendonça

Nossa Senhora nos fala nas aparições em Medjugorie a importância do Jejum, Oração e Penitência

“Queridos filhos,…O melhor jejum é a pão e água. Através do jejum e da oração, podem-se parar guerras, suspender as leis da natureza. A caridade não pode substituir o jejum. Aqueles que não são capazes de jejuar, podem alguma vez substituí-lo com oração, caridade e uma confissão, mas todos, exceto os doentes, devem jejuar”. (Trecho da Mensagem de Nossa Senhora em Medjugorie, de Julho 1982)
A Bem-Aventurada Virgem estabeleceu em Medjugorje os pilares das mensagens de Medjugorje: oração, jejum e penitencia. Destes, o jejum é normalmente o mais difícil de manter e inevitavelmente o primeiro diminui ou cessa de ser uma parte ativa do processo de conversão.
Todos os pilares são dons do Espírito Santo e devem ser pedidos com o coração de uma criança fiel. Cada um suporta a liga com os outros em uma forte base.
O jejum não é só uma opção de alguém para viver as mensagens de Medjugorje. É requerido de todos, inclusive os jovens.
O dom do jejum é visto por Deus em muito da mesma maneira. Todo jejum, independente de seu valor – se é restrito à pão e água, ou uma fraca tentativa que falha ou permanece por algumas horas – é um tesouro precioso para ELE. Não é o valor material do jejum, mas o amor sincero e o esforço aplicado.
Para a maioria dos adolescentes e muitos adultos, jejuar é quase impossível. Por isso Nossa Senhora nos diz para rezar pelos dons. Como ELA diz enfaticamente em uma de Suas mensagens,com oração e jejum podemos parar guerras e alterar as leis da natureza. Leva-se um esforço combinado e centrado de oração e jejum para criar milagres da carne e milagres da alma.
No Livro do Profeta Jonas, nos é ensinado que o jejum e a oração tem o poder de mudar o curso natural dos acontecimentos. Isso aconteceu quando Deus, que já havia decidido pela destruição de Nínive (com já havia feito em relação a Sodoma e Gomorra), mudou de idéia e resolveu preservar a cidade, em razão do jejum, oração e arrependimento de seus moradores. Você percebeu? O jejum + oração movem o coração de Deus.

Santo do Dia São Daniel e companheiros


Os esclarecimentos que se tem sobre o ocorrido com estes missionários franciscanos são devidos a duas cartas encontradas nas suas residências. Os estudiosos consideraram também autêntica a carta de um certo Mariano de Gênova, que escrevera ao irmão Elias de Cortona comunicando o destino glorioso dos missionários. Esse documento teria sido escrito poucos dias após os acontecimentos, e faz parte dos arquivos da Igreja.

O irmão Elias de Cortona era o superior da Ordem, em 1227, quando os sete franciscanos viajaram da Itália para a Espanha, desejosos de transferirem-se para o Marrocos, na África, onde pretendiam converter os muçulmanos. Era um período de grande entusiasmo missionário nas jovens ordens franciscanas, fortalecidas pela memória de são Francisco, que morrera no ano anterior.

O chefe do grupo era Daniel, nascido em Belvedere, na Calábria, que também ocupava o cargo de ministro provincial da Ordem naquela região; os outros se chamavam Samuel, Ângelo, Donulo, Leão, Nicolas e Hugolino. Após uma breve permanência na Espanha, transferiram-se para a cidade de Ceuta, no Marrocos.

Era um ato verdadeiramente corajoso, porque as autoridades marroquinas haviam proibido qualquer forma de propaganda da fé cristã. No início, e por pouco tempo, trabalharam nos inúmeros mercados de Pisa, Gênova e Marsiglia, enquanto residiam em Ceuta. Depois, nos primeiros dias de outubro de 1227, decidiram iniciar as pregações entre os infiéis.

Nas estradas de Ceuta, falando em latim e em italiano, pois não conheciam o idioma local, anunciaram Cristo, contestando com palavras rudes a religião de Maomé. As autoridades mandaram que fossem capturados. Levados à presença do sultão, foram classificados como loucos, devendo permanecer na prisão.

Depois de sete dias, todos eles voltaram à presença do sultão, que se esforçou de todas as maneiras para que negassem a religião cristã. Mas não conseguiu. Então, condenou à morte os sete franciscanos, que se mantiveram firmes no cristianismo. No dia 10 de outubro, foram decapitados em praça pública e seus corpos, destroçados.

Todavia os comerciantes cristãos ocidentais recuperaram os pobres restos, que sepultaram nos cemitérios dos subúrbios de Ceuta. Em seguida, os ossos foram transferidos para a Espanha. Hoje, as relíquias são conservadas em diversas igrejas de várias cidades da Espanha, de Portugal e da Itália.

O papa Leão X, em 1516, canonizou como santos Daniel e cada um dos seis companheiros, autorizando o culto para o dia 13 de outubro, três dias após suas mortes.

Evangelho do Dia

Evangelho de Lucas 11,47-54
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse o Senhor: 47“Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. 48Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos. 
49É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, 50a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, 51desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo: serão pedidas contas disso a esta geração. 52Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar”. 
53Quando Jesus saiu daí, os mestres da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. 54Armavam ciladas, para pegá-lo de surpresa, por qualquer palavra que saísse de sua boca.

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.



Breve Comentário

No seu caminho, Jesus desmascara os donos da estrutura antiga. Os fariseus deixam de lado a justiça e o amor de Deus e, para esconder roubos e maldades, se refugiam atrás de todo um aparato de falsa religiosidade. Os especialistas em leis se apossam da chave da ciência, isto é, interpretam as leis de acordo com seus próprios interesses; exercem assim controle ideológico sobre o povo, impedindo-o de ver as possibilidades de transformação.
A franqueza usada por Jesus no confronto com os seus adversários lhe permitia entrever o que se passava no coração deles. Recusava-se a pactuar com sua hipocrisia, denunciando o modo como pretendiam agradar a Deus. Essa liberdade de Jesus em denunciar o comportamento dos seus adversários só podia torná-lo alvo de ódio feroz.
A experiência do Mestre estava em perfeita consonância com a dos profetas do passado. Também eles foram perseguidos e mortos, sem que o povo desse ouvido a seus apelos. Em outras palavras, preferiu-se calar a voz de Deus ao invés de acolhê-la com humildade e desejo de conversão.
Mais que todos os profetas e mensageiros do passado, Jesus era a voz privilegiada de Deus na história humana. Na condição de Filho, fora enviado para proclamar o caminho da Salvação. Todas as Suas Palavras e ações deveriam levar as pessoas a se converterem para o Reino. No entanto, por parte de um grupo de escribas e fariseus, só encontrou fechamento e recusa de acolher o caminho que Ele lhes propunha.
A você que é sacerdote, líder de grupo, responsável de setor, catequista, professor, pai, mãe, enfim, a você que ocupa uma liderança – seja dentro do lar, da comunidade eclesial ou da sociedade civil – saiba que o Pai pedirá contas a você desse grupo de pessoas sob a sua responsabilidade, como pediu aos doutores da Lei e aos fariseus que derramaram o sangue dos profetas desde a criação do mundo. Tamanha insensibilidade clamou – e pode continuar clamando – aos céus! E a punição disso manifestou, e continua manifestando, a rejeição divina em pactuar com a maldade.
Deus quer que eu e você não façamos pacto com a maldade. Siga a lei da consciência. De pouco teria servido Deus ter gravado na natureza humana a lei moral – que dirige e salvaguarda a liberdade – se ao mesmo tempo não tivesse dado uma capacidade conatural de conhecê-la; de modo que os imperativos morais realmente orientem a conduta do ser humano para com Deus, que é o autor da Lei.
A Providência Divina não falha e, como ensina a Constituição Pastoral Gaudium et Spes do Concílio Vaticano II, no profundo de sua consciência o homem descobre uma lei que ele não deu a si mesmo, mas a qual deve obedecer e cuja voz ressoa, quando necessário, nos ouvidos de seu coração, chamando-lhe sempre a amar e a fazer o bem e a evitar o mal: faz isto, evita aquilo. O ser humano tem uma lei inscrita por Deus em seu coração, em cuja obediência está a dignidade humana e pela qual será julgado.
Lembro que a consciência é o núcleo mais secreto e o “sacrário” do ser humano, no qual ele está a sós com Deus, cuja voz ressoa no mais íntimo dela. Portanto, faça o bem e evite o mal. Assim, você será feliz diante de Deus e dos homens.
Padre Bantu Mendonça